quinta-feira, 6 de abril de 2017

PROJETO DE LEI 01-00187/2017

PROJETO DE LEI 01-00187/2017 do Vereador Eduardo Matarazzo Suplicy (PT) 

Autores atualizados por requerimento:
Ver. EDUARDO MATARAZZO SUPLICY (PT) 
Ver. ISA PENNA (PSOL) 
Ver. EDUARDO TUMA (PSDB) 

"Dispões sobre cotas étnico/racial nos espaços de Participação e Controle Social. 

Art. 1. Institui por Lei a obrigatoriedade da cota étnico/racial de no mínimo de 25%, na composição dos conselhos de Participação e Controle Social do Município, incluindo-se os conselhos gestores. 
Art. 2. Para os fins previstos nesta Lei, considera-se conselho de controle social todo órgão colegiado municipal que não seja composto majoritariamente por representantes do Poder Público. 
Art. 3. Para os fins previstos nesta Lei, deverá ser considerada a identidade étnico/racial autodeclarada conforme o quesito de cor ou raça utilizado pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IBGE, independentemente do que constar em documento ou registro público § 1° Para efeitos no disposto do art.3º considera-se a identidade autodeclarada desde que compatível com as características fenotípicas e étnicas visivelmente observadas presencialmente. § 2° Caso haja alguma dúvida quanto a autodeclaração a qualquer tempo, mesmo depois que o/a representante eleito tenha assumido a vaga, o/a mesmo/a será chamado a dirimir dúvidas. 
Art. 4° Refere-se a questão étnico/racial as pessoas autodeclaradas, de identidade, quanto à ancestralidade, descendência e origens negra e/ou indígena. 
Art. 5. Os membros natos, ou seja, aqueles que compõem o Conselho em razão do exercício de cargo ou função específica, não serão computados na composição total para fins de cálculo da participação de étnico /racial. 
Art. 6. Os membros titulares e suplentes serão contabilizados separadamente de forma que negros e/ou indígenas componham o mínimo de 25% do total de titulares e o mínimo de 25% do total de suplentes § 1° A proporção prevista no caput deste artigo deverá ser mantida na hipótese de substituição permanente de representantes titulares. § 2° Caso não haja número de representantes étnico/raciais eleitos/as ou indicados/as para o preenchimento das suplências, as vagas remanescentes serão preenchidas de acordo com a classificação estabelecida pela ordem de votação, não se aplicando o disposto no § 1° deste artigo. 
Art. 7. A participação étnico/racial será observada em todos os segmentos dos conselhos de participação e controle social, incluindo-se os conselhos gestores. Câmara Municipal de São Paulo PL 0187/2017 Secretaria de Documentação Página 2 de 3 Disponibilizado pela Equipe de Documentação do Legislativo § 1° Os representantes do Poder Público e da sociedade civil serão contabilizados separadamente, de forma que a cota étnico/racial componha o mínimo de 25% do total de representantes do Poder Público e o mínimo de 25% do total de representantes da sociedade civil. § 2° Quando a eleição da sociedade civil for realizada separadamente cada segmento deverá observar o mínimo de 25% de representantes étnico/racial, respeitado o disposto no artigo 5° desta Lei. 
Art. 8. Na eleição de representantes da sociedade civil, a exigência do mínimo de 25% de representantes étnico/raciais deverá constar expressamente dos respectivos editais de eleição e seleção públicas. 
Art. 9. Não sendo alcançado o mínimo de 25% de inscrição de representantes étnico/raciais em relação ao número total de assentos em disputa, considerada a somatória de titularidade e suplência, o prazo para inscrição será reaberto uma vez por 15 (quinze) dias. Parágrafo único. Após a reabertura do prazo para inscrição, não sendo alcançado o mínimo de 25% de candidaturas em relação às vagas étnico/raciais , o processo eleitoral deverá seguir regularmente, observada a ordem de classificação. 
Art. 10. O resultado das eleições será publicado em 2 (duas) listas, contendo: I na primeira, a classificação dos candidatos por ordem de número de votos obtidos; II na segunda, a classificação final, aplicando-se a exigência do mínimo de 25% de vagas preenchidas por representantes étnico/raciais, ainda que haja não negros/indígenas que tenham obtido maior votação do que os representantes étnico/raciais classificados. 
Art. 11. A indicação de representantes por entidades eleitas deverá observar o mínimo de 25% de representantes étnico/raciais, sendo que eventual substituição de algum representante étnico/racial durante o mandato se dará por outro negro ou indígena. § 1° No caso de inscrição nominal com indicação prévia de determinada pessoa física, as entidades que indicaram representantes étnico/raciais preencherão o mínimo de 25% das vagas de representantes titulares no Conselho, ainda que haja entidades que indicaram não negros e que obtiveram maior número de votos. § 2° Na hipótese prevista no § 1° deste artigo, não sendo alcançado o mínimo de 25% de inscrição étnico/racial em relação ao número total de assentos, considerada a somatória de titularidade e suplência, o prazo para inscrição será reaberto uma vez por 15 (quinze) dias. § 3° No caso de inscrição de entidade sem indicação prévia de determinada pessoa física, não sendo alcançado, entre os representantes posteriormente indicados pelas entidades eleitas, o mínimo de 25% representantes étnico/raciais em relação ao número total de assentos, o prazo para indicação será reaberto uma vez por 15 (quinze) dias. 
Art. 12. A indicação de representantes por autoridade, segmento ou entidade deverá observar o mínimo de 25% da cota étnico/racial, sendo que eventual substituição de representante durante o mandato se dará por outro representante étnico/racial. Parágrafo único. Não sendo alcançado o mínimo de 25% de indicação de representantes étnico/raciais em relação ao número total de assentos, considerada a somatória de titularidade e suplência, o prazo para indicação será reaberto uma vez por 15 (quinze) dias para que as autoridades, segmentos ou entidades possam compor-se nesse sentido. 
Art. 13. No caso de assento destinado a segmento que dispõe de uma única vaga, fica vedada a indicação de representantes étnico/raciais 2 (duas) gestões consecutivas no mesmo Conselho. 
Art. 14. Na hipótese de indicação por meio de lista tríplice, deverá constar da lista pelo menos uma candidatura étnico/racial. 
Art. 15. Para todos os efeitos essa lei deverá levar em consideração o disposto na Lei municipal n° 15.946, de 2013 e Decreto municipal de regulamentação 56.021/2015 sobre a exigência mínima de 50% de mulheres. 
Art. 16. Caberá a órgão competente do Poder Executivo de Promoção da Igualdade Racial acompanhar a implementação das disposições desta Lei, manifestando-se nos casos Câmara Municipal de São Paulo PL 0187/2017 Secretaria de Documentação Página 3 de 3 Disponibilizado pela Equipe de Documentação do Legislativo omissos e situações excepcionais, com o apoio das Secretarias Municipais afins, no âmbito de suas competências. 
Art. 17. O cumprimento das disposições desta Lei dar-se-á paulatinamente, na medida em que se realizarem os processos de renovação da composição dos Conselhos. 
Art. 18. Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação. Às Comissões competentes."

Bem, acontece por aí!

O que têm em comum o juiz federal Sergio Moro, a ex-presidente Dilma Rousseff, o ator Wagner Moura, o bilionário Jorge Paulo Lemann, o filósofo Olavo de Carvalho, o vereador Eduardo Suplicy, a líder da Rede, Marina Silva, e os ministros do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso?
Fora o fato de que todos deverão participar, no próximo final de semana, da principal conferência sobre o Brasil nos Estados Unidos, bem pouco. E é justamente por isso que eles estarão por lá.
"No Brasil, a direita e a esquerda simplesmente não conversam", disse à BBC Brasil o pesquisador David Pares, um dos presidentes da Brazil Conference, realizada pela Universidade de Harvard e pelo MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts).
"As pessoas só compartilham o que já acreditam. Entendemos isso como falta de diálogo entre ideais diferentes e esse é o maior problema da polarização. A ideia da conferência é ajudar as pessoas a desmistificarem o polo oposto", afirmou.
Pares se refere à noção de "pós-verdade", termo que virou febre nos Estados Unidos no ano passado, sobretudo durante a eleição que elegeu Donald Trump.
Pares explica: "Não acontece só no Brasil. Aqui houve uma surpresa enorme com a eleição de Trump. Os progressistas simplesmente não entendiam por que ele ganhou. Na pós-verdade, as pessoas ignoram coisas que são contraditórias ao pensamento delas e só procuram aquilo que alimenta suas convicções."
Uma das falas de abertura da conferência será do diplomata Dan Shapiro, embaixador dos Estados Unidos em Israel no governo Barack Obama e professor em Harvard. O tema é oportuno: "Como criar pontes entre pessoas com diferentes perspectivas?".

DILMA+MORO

Mais de cem palestrantes e moderadores deverão circular pelos corredores de Harvard e do MIT nesta sexta-feira e no sábado.
A conferência é organizada por estudantes das duas universidades e tem patrocinadores poderosos, como a Fundação Lemann e o banco BTG Pactual.
Dilma e Moro se apresentarão separadamente. "Mas eles não foram convidados para fazer discursos. Serão entrevistados ao vivo e em público", afirmou Pares.
Ainda não é possível prever, entretanto, o tom das entrevistas.
A ex-presidente será entrevistada por Frances Hagopian, professora de estudos sobre Brasil do departamento de Governo de Harvard. A docente já disse que o impeachment "não foi golpe porque obedeceu preceitos constitucionais", mas que "remover presidentes só porque são impopulares não abre um bom precedente".
Moro conversará com outro juiz federal, o também brasileiro Erick Navarro. Em março do ano passado, quando Moro foi criticado por divulgar gravações telefônicas entre Dilma e o ex-presidente Lula, Navarro foi um dos 280 magistrados a assinarem uma carta de apoio ao juiz.
"Construímos a estrutura da conferência para realmente não ter atritos. Não queremos que as pessoas 'se batam' durante as conversas. Isso não irá agregar nada", justificou o presidente da conferência. "A ideia é pensar em como transformar o país na prática, não importa se você é de direita ou esquerda."

OLAVO, SUPLICY, DALLAGNOL E HADDAD

Uma das mesas mais aguardadas debaterá o tema "Violência urbana: causas e possíveis soluções".
A sessão reunirá José Mariano Beltrame, ex-secretário de segurança do Rio e criador do programa das UPPs (Unidades de Policia Pacificadora), o ator Wagner Moura (o capitão Nascimento, dos filmes Tropa de Elite), a advogada Luciana Boiteux (vice na chapa de Marcelo Freixo à Prefeitura do Rio em 2016) e o ativista do movimento negro paulistano Douglas Belchior.
Mas apesar da preocupação dos organizadores em evitar atritos, haverá eventos com convidados tidos como "água e óleo" pela pouca afinidade ideológica ou intelectual.
O filósofo Olavo de Carvalho se encontrará, por exemplo, com o vereador por São Paulo Eduardo Suplicy (PT) em uma discussão sobre programas sociais no Brasil.
Também em lados opostos na política, o ex-prefeito de SP Fernando Haddad dividirá com ACM Neto (DEM), prefeito de Salvador, uma mesa sobre inovação no setor publico.
O ministro do STF Gilmar Mendes, também responsável pelo julgamento da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral, deverá integrar duas mesas.
Primeiro, ao lado de José Eduardo Cardozo, ex-advogado geral da União e defensor de Dilma no processo de impeachment, discutirá reformas no financiamento de campanhas. Depois, debaterá o sistema prisional brasileiro com Rafael Custódio, da ONG de direitos humanos Conectas, e a professora de Harvard Isabela Ferrari.
Marina Silva, da Rede, também fala em dois momentos sobre sustentabilidade e desenvolvimento a longo prazo no Brasil.
A lista de convidados inclui ainda Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central, Deltan Dallagnol, procurador da operação Lava Jato, e Alessandro Molon, deputado federal pela Rede. Incluirá ainda personalidades como o apresentador Luciano Huck, em rodada sobre tecnologia e inovação, o jogador Kaká, que falará sobre jogadores de futebol brasileiros nos Estados Unidos, e os músicos Gilberto Gil e Yamandu Costa.
As palestras e mesas redondas serão transmitidas ao vivo na página da Brazil Conference no Facebook.

http://www1.folha.uol.com.br/poder/2017/04/1872830-por-que-harvard-e-mit-levarao-dilma-moro-e-suplicy-aos-eua.shtml. Acesso em 06/04/2017.

CUSTO DE MANDATO - Fevereiro/2017

Vereador(a): EDUARDO MATARAZZO SUPLICY
Natureza da despesaValor utilizado
CONTRATAÇAO DE PESSOA JURIDICA
10.303.119/0001-97RADUAN SOCIEDADE DE ADVOGADOS6.441,50
TOTAL DO ITEM6.441,50
INTERMEDIADO - CORREIOS
50.176.288/0001-28CAMARA MUNICIPAL DE SÃO PAULO122,43
TOTAL DO ITEM122,43
MATERIAL DE ESCRITORIO E OUTROS MATERIAIS DE CONSUMO
06.226.820/0001-82CENTER PAPEIS COMERCIAL LTDA.621,95
TOTAL DO ITEM621,95
TOTAL DO MÊS7.185,88
RESUMO DO MÊS DO AUXÍLIO-ENCARGOS GERAIS DE GABINETE
VALORES DISPONIBILIZADOS23.503,13
VALORES GASTOS7.185,88
RESUMO DO ANO DO AUXÍLIO-ENCARGOS GERAIS DE GABINETE
VALORES DISPONIBILIZADOS47.006,26
VALORES GASTOS19.299,92

segunda-feira, 27 de março de 2017

CUSTO DE MANDATO - Janeiro/2017

Vereador(a): EDUARDO MATARAZZO SUPLICY
Natureza da despesaValor utilizado
ASSINATURA DE JORNAIS E REVISTAS
04.735.670/0001-07EDITORA CONFIANÇA LTDA.699,00
08.254.606/0001-65EDITORA CAROS AMIGOS LTDA104,40
14.620.529/0001-12PALAVRA LIVRE150,00
60.452.752/0029-16INFOGLOBO COMUNICAÇÕES E PARTIC SA805,90
TOTAL DO ITEM1.759,30
COMPOSIÇÃO/ARTE/DIAGRAMAÇÃO/PRODUÇÃO/IMPRESSAO GRAFICA
08.142.850/0001-36WBL GRAFICA E EDITORA LTDA120,00
TOTAL DO ITEM120,00
CONTRATAÇAO DE PESSOA JURIDICA
08.648.207/0001-89SOLARYS SOLUÇÕES DIGITAIS LTDA-ME693,70
10.303.119/0001-97RADUAN SOCIEDADE DE ADVOGADOS6.441,50
TOTAL DO ITEM7.135,20
INTERMEDIADO - CORREIOS
50.176.288/0001-28CAMARA MUNICIPAL DE SÃO PAULO69,64
TOTAL DO ITEM69,64
LOCAÇÃO DE MOVEIS E EQUIPAMENTOS
62.931.548/0001-02AS INFORMATICA LTDA.1.830,00
TOTAL DO ITEM1.830,00
MATERIAL DE ESCRITORIO E OUTROS MATERIAIS DE CONSUMO
06.226.820/0001-82CENTER PAPEIS COMERCIAL LTDA.1.199,90
TOTAL DO ITEM1.199,90
TOTAL DO MÊS12.114,04
RESUMO DO MÊS DO AUXÍLIO-ENCARGOS GERAIS DE GABINETE
VALORES DISPONIBILIZADOS23.503,13
VALORES GASTOS12.114,04
RESUMO DO ANO DO AUXÍLIO-ENCARGOS GERAIS DE GABINETE
VALORES DISPONIBILIZADOS23.503,13
VALORES GASTOS12.114,04

Vereador questiona instalação de pontos de ônibus na cidade




MARGARETE RAPUSSIDA WEB RÁDIO CÂMARA
Os parlamentares que compõem a Comissão de Política Urbana, Metropolitana e Meio Ambiente deram parecer favorável a 12 dos 14 Projetos de Lei na reunião desta quarta-feira (22/3), além de dois requerimentos de autoria do vereador Camilo Cristófaro (PSB).
O vereador oficiou a Secretaria Municipal de Mobilidade e Transporte para responder sobre os diferentes tipos de pontos de ônibus em São Paulo e o motivo de bairros distantes não possuírem pontos instalados.

http://www.camara.sp.gov.br/blog/vereador-questiona-instalacao-de-pontos-de-onibus-na-cidade/

quarta-feira, 22 de março de 2017

Direitos Humanos

  "Com esta propositura propomos consolidar como política pública ações que inibam qualquer tratamento desumano que possa encontrar nas situações de vulnerabilidade social a justificativa para criminalizar a miséria e a pobreza." 
http://documentacao.camara.sp.gov.br/iah/fulltext/justificativa/JPL0026-2017.pdf. Acesso em 22/03/2017.

  Este paragrafo acima faz parte do Projeto de Lei 26/2017 de autoria dos vereadores Eduardo M. Suplicy-PT, Juliana Cardoso-PT e Alessandro Guedes-PT.

  "Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns com os outros em espírito de fraternidade." 
http://www.direitoshumanos.usp.br/index.php/Declara%C3%A7%C3%A3o-Universal-dos-Direitos-Humanos/declaracao-universal-dos-direitos-humanos.html. Acesso em 22/03/2017.

  Até o momento tenho muitos problemas mau resolvidos para tratar aqui, contudo, este assunto de desprezo pelo pobre, mendigo e afins de nossa sociedade ainda é um problema não resolvido. Muito porque nossa cultura não permite entender a condição das mazelas alheia, nem tão pouco entender os motivos que levaram nossa população de rua especificamente de nossa cidade a morar na rua.

  Lembremos aqui Lei Maria da Penha, Lei de Resíduos Sólidos, Estatuto do Desarmamento, Lei de Crimes Ambientais, Política Nacional Anti-Drogas, Estatuto dos Refugiados,  ECA-Estatuto da Criança e Adolescente, Estatuto do Índio, Lei 10.048-2000 - Atendimento a Idosos, Deficientes e Gestantes e LOAS - Lei Orgânica da Assistência Social-1993.

  Quando teremos um olhar mais digno para este setor da sociedade Moradores de Rua com todos seus problemas. Acredito que o melhoramento de nossa cidade passa por isso também. Façamos um esforço para entender a LOAS, por em prática.

  Parabenizo a iniciativa que é pífia perante o esforço necessário para resolução de tal problema. 

  Sem revisão, por enquanto é isso!

quinta-feira, 9 de março de 2017

Reprodução - Projeto defende que mais ruas da Capital tenham nomes de mulheres

Os vereadores da Câmara Municipal de São Paulo receberam nesta quarta-feira (8/3), Dia Internacional da Mulher, o resultado de um projeto realizado pelo jornal O Estado de S. Paulo e a agência FCB Brasil, que sugere 300 mulheres como nomes em ruas e avenidas da cidade.
A ideia da campanha surgiu a partir de uma pesquisa da ProScore, que constatou que 84% das ruas e avenidas da capital paulista homenageiam homens. “O Estadão nos pediu para criar algo impactante. Como o jornal é sinônimo de informação e descobrimos essa pesquisa tão impactante, não pensamos em outra coisa”, disse a redatora da agência FCB Marilu Rodrigues.
O objetivo da campanha foi chamar a atenção da população sobre a desigualdade entre homens e mulheres. “Queríamos cutucar a sociedade e conscientizar com esses dados, mostrando que temos muitas mulheres importantes na história do país e que merecem ter seus nomes em ruas também. Viemos à Câmara apresentar o banco de dados que conseguimos para sugerir aos vereadores”, disse Marilu.
Os nomes sugeridos pelos internautas contemplaram mulheres de várias áreas, como a atriz Dercy Gonçalves, a artista Tomie Ohtake, a pioneira no apoio à causa LGBT Brenda Lee, a primeira vereadora eleita em São Paulo, em 1947, Elisa Kaufmann Abramovich, e a guerrilheira Ana Maria Correa.
Dercy foi a preferida do público em votação pela internet e recebeu 1,1 milhão de votos. Tomie, em segundo lugar, teve 609 mil.
A gerente de marketing do Estadão Marcela Dalla acredita que ações como essa ajudam a trazer o debate sobre os problemas que as mulheres enfrentam. “Há um ano, fizemos uma ação no Twitter para mostrar que, a cada sete minutos, um mulher sofre algum tipo de violência. Foi um sucesso e percebemos que queríamos promover a discussão para conscientizar sobre os tipos de violências que as mulheres sofrem”, argumentou.
A entrega dos dados foi realizada durante a sessão plenária presidida pela vereadora Edir Sales (PSD). “O vereador tem a prerrogativa de homenagear pessoas e deve haver equidade, é injusto que a maioria dos nomes seja de homens”, opinou o vereador João Jorge (PSDB). Já o vereador Eduardo Suplicy (PT) elogiou o trabalho. “A diferença é grande e muitas mulheres devem ter seus nomes nas ruas e avenidas”, acrescentou.
O Dia Internacional da Mulher foi lembrado pelos vereadores de todas as bancadas que fizeram questão de parabenizar todas pelo papel relevante que exercem na sociedade. “O orçamento aprovado pela Câmara priorizou recursos para ações voltadas para as mulheres, que devem ser homenageadas todos os dias por serem muito importante em todas as áreas, principalmente na família”, sinalizou o relator do Orçamento vigente neste ano, vereador Atílio Francisco (PRB).
A vereadora Edir Sales comentou a importância de exercer a presidência da sessão da Câmara neste dia. “É preciso ter tranquilidade para conduzir os trabalhos e saber ser firme quando os debates ficaram mais acirrados”, disse.

Sâmia considera importante a iniciativa do PSOL. “A companheira Isa Penna vai estar conosco neste mês para fortalecer a luta das mulheres. É um exemplo para a política e para os outros partidos”, disse.O PSOL optou por deixar apenas mulheres nas cadeiras que ocupa na Câmara Municipal. Ao lado de Sâmia Bomfim, a vereadora Isa Penna foi empossada nesta quarta-feira no lugar de Toninho Vespoli, que ficará o mês inteiro ajudando nos trabalhos da colega. “O conceito do PSOL é que representatividade não basta, mas importa. É muito significativo que em uma Casa onde as mulheres são minoria, possamos ter mais uma mulher para defender as bandeiras”, disse Isa Penna."
http://www.camara.sp.gov.br/blog/projeto-defende-que-mais-ruas-da-capital-tenham-nomes-de-mulheres/